quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Felicidade

Que Deus me ajude... não sei mais quem eu sou. Valores aos quais sempre me apeguei parecem incertos e sombrios. Será que estou no caminho certo ou será que estou perdida?
Cada música que eu evito ouvir me lembra de minhas fraquezas.
Eu quero fazer tudo certo, mas já não é tão simples definir o que é certo... certo e errado não são mais sinônimos de bom e ruim.
Estar há quase um mês sem dormir mais que poucas horas por noite me deixa menos preparada, menos tolerante com o mundo... Dormir é ruim porque ao acordar eu relembro toda a minha realidade, e não gosto dela.
Todos são estranhos a mim. Não há um rosto que eu conheça todas as linhas, nenhum par de olhos cujo brilho faça sentido para mim. Não, são eternos desconhecidos, os homens e seus rostos.
Olhando-me no espelho, porém, vejo demais. Vejo o que eu não quero que ninguém mais veja. Vejo aquilo que a cada noite, ao fechar os olhos, tento esquecer. Vejo o turbilhão no fundo dos olhos, o ritmo da respiração que camufla as freqüentes arritmias cardíacas, motivadas pela dor e pela confusão.
Mas nem todo o mundo é hostil. Às vezes, por golpe de sorte, posso me deparar com um brilho de olhos gentil. Talvez ouvir uma voz que não agrida meu tédio, que não desafie minha frágil serenidade.
Talvez uma alma gentil me mostre uma música que ainda não me lembre de uma felicidade perdida que, na época, eu não sabia possuir.
O medo maior é que, no futuro, eu olhe para trás e pense que também hoje eu sou feliz... Que essa vontade de ir embora, andando, com a roupa do corpo e nada mais, seja um atestado de toda minha alegria e vontade de viver. E que eu tenha perdido também isso.
Estranho. Estou feliz.

Um comentário:

  1. Que bom que vc tá feliz, Cissa *-*
    E eu vou procurar alguma música que, ó, definitivamente não vai te fazer lembrar de porra nenhuma.
    Se eu achar, te mando.

    :*

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