sábado, 29 de dezembro de 2012
sábado, 10 de novembro de 2012
Doação e Caridade
Aprender que caridade vai além de doar seu lixo e entulho para os miseráveis é algo imperativo. Doação não é pra ser campanha. É pra ser postura diária. Hábito.
A caridade é, essencialmente, empatia. E empatia é algo que o mundo precisa urgentemente.
Muito simples pegar roupas que você não deseja mais e pô-las numa sacola, sem zelo, sem lavá-las, passá-las, e entregá-las como o lixo que você as considera, para alguém por quem você não tem qualquer vínculo.
Difícil é o desapego pelo supérfluo, pelo excesso de cores e tecidos no guarda-roupa, excesso de vidros, cristais, móveis. Ou ainda não pensar que "cavalo dado não se olha os dentes".
Entenda: doar/dar coisas não é só se livrar do seu lixo para que outros o reciclem. Doe coisas bonitas, doe coisas úteis, coisas de valor.
Doe seu tempo, sua energia, seu amor.
Doe sangue, doe medula, dê seu suor, sua educação e sua paciência.
E, principalmente, use seu cérebro. Inteligência e bom senso é uma caridade para todo mundo.
A caridade é, essencialmente, empatia. E empatia é algo que o mundo precisa urgentemente.
Muito simples pegar roupas que você não deseja mais e pô-las numa sacola, sem zelo, sem lavá-las, passá-las, e entregá-las como o lixo que você as considera, para alguém por quem você não tem qualquer vínculo.
Difícil é o desapego pelo supérfluo, pelo excesso de cores e tecidos no guarda-roupa, excesso de vidros, cristais, móveis. Ou ainda não pensar que "cavalo dado não se olha os dentes".
Entenda: doar/dar coisas não é só se livrar do seu lixo para que outros o reciclem. Doe coisas bonitas, doe coisas úteis, coisas de valor.
Doe seu tempo, sua energia, seu amor.
Doe sangue, doe medula, dê seu suor, sua educação e sua paciência.
E, principalmente, use seu cérebro. Inteligência e bom senso é uma caridade para todo mundo.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Por baixo da casca
Um tempo
atrás apareceu uma notícia sobre um menininho de 5 anos que ia para a escola de
vestido, e o pai dele começou a andar de saia para dar apoio ao filho. De
repente, começou uma onda de apoio a essa família. Muitos já concluindo que o
garoto fosse homosexual, outros achando que roupa é uma coisa imposta pela sociedade
e uma forma de escravização comportamental.
Hoje eu estava vendo um programa sobre um homem obeso, tentando perder peso, e, no fim do programa, ele revela que o que o levou a essa situação de morbidez foi sua homossexualidade, pois ele nao sabia lidar com isso. Não queria ser julgado por uma coisa, então distorceu a própria imagem para se isolar.
Hoje eu estava vendo um programa sobre um homem obeso, tentando perder peso, e, no fim do programa, ele revela que o que o levou a essa situação de morbidez foi sua homossexualidade, pois ele nao sabia lidar com isso. Não queria ser julgado por uma coisa, então distorceu a própria imagem para se isolar.
Minha
conclusão: na psicologia, na mente humana, nem sempre um charuto é só um
charuto. Se seu filho/irmão/primo está gordo além do aceitável, não quer dizer
que ele só ama gordura. Talvez ele tenha algum questionamento interior. Talvez
seu filho esteja usando vestidos não porque seja gay, mas porque não gosta de
calças, simplesmente. Ou então ele não gosta de ter sardas e quer desviar a atenção. Parem de concluir
coisas, e passem a questioná-las para entendê-las. O preconceito está
até nas atitudes apressadamente libertadoras e radicais. O preconceito só pode
deixar de existir quando a pessoa sai de si mesma para se colocar no lugar do
outro.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Nem tudo nos convém
Algo que me incomoda é a quantidade de pessoas que se reúne para marchar, protestar, em nome da maconha, da vadia, do parto humanizado, de diversos assuntos em suma, que nos obriga a sentar e separar o joio do trigo.
Sou plenamente a favor de que a mulher dê a luz onde lhe aprouver, desde que obedeça a princípios de higiene e segurança, o tal do bom senso. Sou a favor que derrubem o pensamento de que uma mulher seja culpada por ser estuprada, ao se vestir de forma provocante. Sou a favor da legalização da maconha e outras drogas e sua melhor fiscalização, para o único propósito de enfraquecer a indústria do tráfico.
Entretanto, fico horrorizada com as passeatas e as frases que vejo em cartazes, correntes nas redes sociais e afins. Ao invés de pensamento pragmático, com vistas ao bem GERAL da população, vejo minorias buscando legitimar suas próprias falhas. Vejo mulheres não acostumadas a serem contrariadas, vejo mulheres que ignoram o senso de moda e bom gosto, vejo jovens que querem fumar maconha sem serem incomodados. Misturados, obviamente, às pessoas que estão protestando buscando uma sociedade mais justa.
Apesar de haver a liberdade de sair por aí em uma passeata até para pedir um tiro na testa, acredito que nem toda manifestação seja válida, sob o bordão de “pelo menos tá fazendo alguma coisa” ou “pelo menos tirei a bunda do sofá”. Se eu sair por aí com uma arma e atirar em todo mundo que eu considero um risco à sociedade, posso dizer a mesma coisa para o delegado, sem por isso estar justificada a minha ação. O que eu quero dizer, agora que já ofendi os leitores, é que é necessário estabelecer prioridades. É necessário matar um leão de cada vez, e é melhor que o primeiro leão seja ameaçador para TODOS. Como não há a mesma força e vivacidade para combater a alienação política? Por que ninguém sai por aí com cartazes informativos ao invés de palavrões?
Porque a moda é ser amoral. A moda é se distanciar de toda a “moralidade imposta”, e dizer que a moralidade aprisiona. A moral é dinâmica, muda de face com o tempo, sim, mas o que vejo é que as pessoas estão querendo apressar essas mudanças, talvez com dificuldade em estabelecer os limites do próprio respeito e o respeito aos outros.
De repente, exigir qualquer limite a uma mulher no seu comportamento é machismo. De repente, exigir que as pessoas não consumam substâncias tóxicas e que financiam o crime se tornou uma norma engessada no tempo e arbitrária. De qualquer forma, é lícito sair e protestar sobre o que você quiser. O que o torna bom ou mau cidadão é a sua motivação, os seus princípios e objetivos. Agora que descobrimos (tardiamente) que existe a cidadania, vamos aprender como exercê-la com sabedoria. Não existem apenas cartazes, megafones, carros de som, gente pelada e pessoas invadindo ruas para se fazer ouvir. Uma coisa maravilhosa que existe, e funcionou muito bem para Gandhi, foi dar o exemplo de forma pacífica, mansa, humilde e elegante.
Sou plenamente a favor de que a mulher dê a luz onde lhe aprouver, desde que obedeça a princípios de higiene e segurança, o tal do bom senso. Sou a favor que derrubem o pensamento de que uma mulher seja culpada por ser estuprada, ao se vestir de forma provocante. Sou a favor da legalização da maconha e outras drogas e sua melhor fiscalização, para o único propósito de enfraquecer a indústria do tráfico.
Entretanto, fico horrorizada com as passeatas e as frases que vejo em cartazes, correntes nas redes sociais e afins. Ao invés de pensamento pragmático, com vistas ao bem GERAL da população, vejo minorias buscando legitimar suas próprias falhas. Vejo mulheres não acostumadas a serem contrariadas, vejo mulheres que ignoram o senso de moda e bom gosto, vejo jovens que querem fumar maconha sem serem incomodados. Misturados, obviamente, às pessoas que estão protestando buscando uma sociedade mais justa.
Apesar de haver a liberdade de sair por aí em uma passeata até para pedir um tiro na testa, acredito que nem toda manifestação seja válida, sob o bordão de “pelo menos tá fazendo alguma coisa” ou “pelo menos tirei a bunda do sofá”. Se eu sair por aí com uma arma e atirar em todo mundo que eu considero um risco à sociedade, posso dizer a mesma coisa para o delegado, sem por isso estar justificada a minha ação. O que eu quero dizer, agora que já ofendi os leitores, é que é necessário estabelecer prioridades. É necessário matar um leão de cada vez, e é melhor que o primeiro leão seja ameaçador para TODOS. Como não há a mesma força e vivacidade para combater a alienação política? Por que ninguém sai por aí com cartazes informativos ao invés de palavrões?
Porque a moda é ser amoral. A moda é se distanciar de toda a “moralidade imposta”, e dizer que a moralidade aprisiona. A moral é dinâmica, muda de face com o tempo, sim, mas o que vejo é que as pessoas estão querendo apressar essas mudanças, talvez com dificuldade em estabelecer os limites do próprio respeito e o respeito aos outros.
De repente, exigir qualquer limite a uma mulher no seu comportamento é machismo. De repente, exigir que as pessoas não consumam substâncias tóxicas e que financiam o crime se tornou uma norma engessada no tempo e arbitrária. De qualquer forma, é lícito sair e protestar sobre o que você quiser. O que o torna bom ou mau cidadão é a sua motivação, os seus princípios e objetivos. Agora que descobrimos (tardiamente) que existe a cidadania, vamos aprender como exercê-la com sabedoria. Não existem apenas cartazes, megafones, carros de som, gente pelada e pessoas invadindo ruas para se fazer ouvir. Uma coisa maravilhosa que existe, e funcionou muito bem para Gandhi, foi dar o exemplo de forma pacífica, mansa, humilde e elegante.
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