sábado, 16 de janeiro de 2010

Acabei de ler Zaratustra

e não quero super-homem.

Quero algo além.
Quero a superação dos meus vícios.

Quero que meu superego tire umas férias e volte apenas a tempo de me livrar das garras de um hospício.

Antecipação

Cansei disso.

A gente tenta se precaver e no fim, nada disso da certo. Shakespeare parece ter observado isso em outras personalidades por aí, visto que escreveu uma vez que não é possivel olhar muito à frente no futuro: é uma cadeia de eventos que só podemos perceber um elo por vez.

Aí eu achando que teria alguns meses de nada... e agora percebo que comprimi a evolução de ideias e pensamentos em um mês.
Claro.. gente intensa é uma merda.


Não sei fazer diferente.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Reticências

Às vezes, quando você não tem muita certeza do que falar, reticências surgem =D

É assim que você escangalha o diálogo: jogando reticências.

As reticências PEDEM para que o interlocutor interprete o que vem a seguir, ou que conclua o que foi dito anteriormente. Aí está o perigo.

Desentendimentos! Detesto-os porque além do primeiro momento em que o locutor poderia ter dito logo o que pensava, quando dá errado se vê obrigado a reviver o pensamento entalado e escolher entre se explicar ou não.


Sei lá. Eu não consigo falar as coisas e as pessoas não me entendem.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Historinha

Havia um plano infalível, com cronogramas, horários e etapas.
Vivia em função do Plano, ignorando risadas, mãos amigas ou carinhos. O Plano só servia para uma pessoa.
Enquanto executava o Plano, veio um tom de verde desconhecido, único, o que exigia um exame mais detalhado. Logo no primeiro dia, o verde apresentou um timbre diferente, um som bonito e que não conhecia.
O Plano ainda seguia, mas precisava ver e ouvir aquele verde, de pertinho. Não era o "correto", mas precisava ser feito. A primeira coisa que o tom de verde mostrou, aproximando-se, foi sua profundidade, o turbilhão de águas novas, trazendo ideias, sorrisos e fazendo prender a respiração.
O Plano então começou a ser analisado, faltava algo importante nele: alegria. Como ser alegre se não passar uma madrugada ou outra sem dormir, brincando com o timbre suave que descobrira, passando a ponta dos dedos por superfícies desenhadas e coloridas?
Mas o verde não podia ficar, tinha um outro rosto para visitar. Um dia, estando os dois juntos, o rosto dançando belamente e o verde brilhando mais longe, o Plano ressoou novamente como o caminho mais seguro e sensato. Mas já não era alegre.
O verde piscou ainda algumas vezes, mas, talvez por um delírio, resolveu fazer companhia, abraçando de uma forma nova. Assim, mostrou que, abraçado, aquele turbilhão que dançava no verde poderia tanto acalmar quanto intensificar-se.
O Plano foi desconstruído, porque já não comportava a realidade. A realidade deve ter sorrisos, turbilhões e, se tiver sorte, verde.