terça-feira, 26 de outubro de 2010

There is a light that never goes out

Quando eu era muito pequena, eu gostava de ouvir os discos de vinil do meu pai.
Rolling Stones, Beatles e The Smiths são colo de mae e pai pra mim.

A música "There is a Light that Never Goes Out" (smiths) e "Long as I can see the light" (creedence clearwater) me fazem pensar que tudo tem jeito. Que a gente pode sair e se aventurar pelo mundo, mesmo que as coisas dêem errado.

Há sempre uma luz, a porta de casa aberta, o telefone ali. E eu sempre volto pra casa, sempre acho a luz acesa e a porta aberta.

E quando eu entro, minhas musicas preferidas estão tocando.
É por isso que eu amo a minha vida.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Incertezas

A maior raridade nessa vida é se ter certeza das coisas.

São muitas as variáveis e são poucos os nossos poderes de ação. Claro, podemos mexer uns pauzinhos aqui e ali, mas não dá pra prever muito bem o que vai vir de resultado.

Assim, eu abraço todos os acidentes, incidentes e caos da minha vida.

Aceito que agora não serei mais a mesma. Aceito que sofrerei, implorarei e pedirei forças que só poderão vir de uma força divina para me ajudar.

Agora, amigos, eu talvez escreva menos aqui e mais num blog que ainda vou criar. Talvez um vlog. Tentarei usar minhas palavras para algo mais útil.

Então, pensem comigo: quando se está entre a cruz e a espada, para que lado correr? Que oponente escolher?

domingo, 3 de outubro de 2010

As batalhas

Algumas coisas na vida você precisa enfrentar sozinho. Morrer é uma delas, mas é a derradeira ação da sua persona neste mundo.
Antes disso há outras (tão assustadoras quanto):

- Dizer o que pensa e sente. Sim, sempre deverá passar por isso sozinho, se quiser dizer com fidelidade o que se passa na sua mente;

- Assumir responsabilidade por coisas que, por mais que você não tenha causado sozinho, ou que não haja havido dolo, acabam caindo sobre você e ninguém mais pode resolver;

- Descobrir e aceitar quem você é e suas limitações. Ninguém muda de um dia para o outro, e ninguém pode te dizer quem você é, o que te conceitua e define.

E eu, que não sou corajosa, sinto pavor da vida. Pavor de dizer o que eu penso. Pavor de aceitar e me conformar com obrigações. Mais pavor ainda me causa o abismo que existe em mim: não tenho fundo mensurável, às vezes dou eco, pareço assustadora, mas pode ser que haja algo legal lá no fundo... ou mesmo no meio do caminho.

Então, enfrentar é uma necessidade. Dói, mas é melhor do que ficar paralisado, trincando dentes de medo e desconfiança.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Meu navio

Às vezes eu quero parar tudo, o tempo
as estrelas, a respiração e o pensamento.
Quero colocar tudo que é precioso e belo
Dentro de um navio, e sumir mar adentro.

A beleza do horizonte é sua imensidão.
O mar, com suas vagas, lembram seus olhos
Em que todas minhas alegrias estão.
Deixe levar tudo comigo, no meu navio.

Não posso proteger o que amo da vida,
mas posso levar o que me é caro dentro de mim.
No meu coração não há violência nem pressa,
Apenas a recordação de uma época querida.

Levar todos os amores no meu navio, protegidos
das promessas de um futuro vazio,
das obrigações de uma realidade imposta.
Apenas o amor e o carinho dos dias idos.

sábado, 11 de setembro de 2010

Amor fisiológico

Quando eu te vejo meu nervo oculomotor reage, meus músculos ciliares contraem, meu cristalino relaxa e meu sistema límbico impera, junto com uma descarga adrenérgica generalizada. Quanto mais você se afasta, maior é a sobrecarga do meu sistema nervoso autônomo para te manter no meu foco visual.

Quando eu te vejo, meu bem, o caos e a epinefrina dominam, meu débito cardíaco alcança proporções imensuráveis, minha musculatura lisa pára, minhas vasculaturas cutânea e gastrointestinal contraem e o escape autorregulatório se faz necessário à minha digestão.

Já não há estímulo nas células de Cajal para a formação de ondas lentas e a minha região antral não sabe se fica espasmódica ou se finge não existir.

No meu corpo caloso há um pandemônio de informações. O cruzamento das fibras nervosas é intenso e, a nível celular, a adrenalina não permite o desacoplamento do ATP.

As borboletas que revoam em meu corpo gástrico parecem ativar a digestão cefálica. Seriam a gastrina e o ácido liberado pelas minhas glândulas oxínticas os responsáveis por essa sensação gélida que ronda meu trato gastrointestinal?

A gastrina tenta ajudar, mas só piora a minha situação. O muco que outrora protegia minha mucosa estomacal é gradualmente destruído e eu sou exposta a úlceras pépticas, que doem a cada vez que eu te avisto.

E meu sistema nervoso autônomo está agindo, você percebe o quão descontrolada estou e se aproxima. O seu toque estimula meus neurônios sensitivos, seu abraço me causa descargas elétricas mil e quando finalmente nos beijamos, meu hipotálamo percebe que é hora de relaxar. Pelo sistema porta hipofisário ele ordena a liberação de endorfina à minha hipófise.

E o hormônio impera, assim como a sensação de prazer que ele proporciona. Já não tenho medo de te perder.

E em um feedback positivo, um círculo vicioso em que eu te quero, te tenho, e cada vez mais te quero, eu sustento esse amor fisiológico.






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Esse texto foi escrito pela Rayra e por mim, hoje de manha. =)
Os estudantes de medicina podem ate achar algum errinho aí. E outros podem nao entender muita coisa. Mas ficou bem legal =D

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Amizades montam nossa historia e personalidade

Tenho uma amiga muito louca. Quando ela diz que o mundo vai cair, que a vida é uma merda, que ela chora sangue no trabalho dela quando chega gente idiota para atender…. Eu rio e vejo que sou igual.
Sou dramatica como a minha amiga. Acho que o mundo vai acabar toda hora. Tropeço e quase morro. Espirro e quase morro. Tudo que eu levo um susto eu digo “Ai, quase que eu morro”.
Tenho amigos que gostam de filosofar e falar que querem que o mundo acabe logo em 2012, porque nao aguentam mais essa merda. Eu sou assim tambem. Mas sou pessimista e acho que o mundo nao vai acabar…
Tenho amigos que riem comigo de coisas que horrorizam pessoas normais. Que fazem competiçao comigo de palavroes por metro quadrado.
Sou mal educada por opçao. Sou fria por necessidade. Sou um amorzinho porque nao sei ser de outra forma com quem eu amo.
Aos amigos, um obrigada por me ajudarem a viver. Quantas vezes chorei de rir e me salvei da doença e da morte porque passei uma noite acordada no sereno falando bobagens...

Pensem, o que voces se tornaram e teve influencia de amigos? =)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A Aurora da minha vida que os anos nao trazem mais

Posso falar da saudade que tenho da vida que tive?
Posso começar dizendo que minhas risadas eram mais altas e alegres? Que os problemas eram monstruosos e inofensivos? Que as responsabilidades tinham apenas nome?
Lembro de sair correndo desesperada de casa porque ia chegar atrasada e o portão da escola ia fechar. Eu dormia ate 6:45am e falava que estava cansada... chegava em casa em tempo pro almoço e podia ficar de pijama o resto da tarde. Minha mãe achava que eu estava perdida na vida porque fiquei de recuperação em matemática...
Meus amigos eram todos os que eu encontrava nos bares à noite. Eu achava divertido ficar bêbada e achava que meus pais não sabiam... Ainda acho que meus pais não sabem, mas como meu pai lê meu blog, ta aí minha confissão, pai. Eu ficava MUITO bêbada com 16 anos. (dizem que beber faz mal pro cérebro... agora já era...)
Eu saía todo final de semana. Eu não estudava e era frequentemente umas dos 4 melhores alunos da série. Eu me achava um gênio. Eu achava que ia ganhar tudo que eu quisesse.
Eu achava que o pior que poderia acontecer era ficar de castigo e não poder ver meus amigos depois da aula. Eu tinha medo de falar palavrão na frente da minha mãe.
Hoje eu tenho medo da vida. Hoje eu meço conseqüências e possibilidades. Não sou mais um super-homem. Embora eu seja mais independente hoje, minha vida é menos minha.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

"Eu sou assim e pronto"

É interessante pensar muito sobre quem você quer ser. Afinal, você abrirá mão de oportunidades e caminhos para seguir o que você acha que deve ser feito.

Hoje vi um filme que me fez pensar sobre o orgulho e a “autenticidade” de personalidade... o famoso “eu sou assim e pronto”. Essa expressão me dá calafrios. Para que se resumir em algumas características e se encerrar nelas? Por que não moldar sua mente? Tentar vencer seus pensamentos e hábitos é difícil, mas não é impossível. Acho louvável quem consegue identificar suas falhas e lutar contra elas. O problema é que o que se considera “falha” varia de pessoa para pessoa.
Eu, pessoalmente, tenho medo de perder alguns dos meus defeitos. Sem eles, serei alguém diferente, que não sei quem é.

Eu publico muitos pensamentos meus que não dizem respeito aos leitores, e que são frequentemente mal interpretados, o que me faz pensar que eu não deveria falar sobre essas coisas. Mas aí seria um espaço a menos no mundo para o exercício da introspecção. Não quero que me julguem, concordem ou discordem. Quero que se questionem a respeito do que VOCÊS estariam pensando e escrevendo se fossem postos a falar sobre a mesma coisa que eu aqui.
A jornada do autoconhecimento não é necessariamente bonita, mas pode levar a algo mais belo do que a ilusão que se tem de si próprio.

terça-feira, 3 de agosto de 2010


Às vezes eu busco salvaçao para a minha alma. Aí eu tento fazer tudo como a cartilha manda.
Rezar, ser comedida, educada, bem humorada.
Mas sempre acontece alguma coisa para me tirar desse estado de graça raciocinado. Aí eu me perco num mar de divagações, desatinos e indulgencias aos meus desejos mundanos de diversão, lazer e pensamentos vazios.
Incrivelmente é aí que eu penso mais sobre a vida. Cobro mais dos outros e de mim mesma, mas não me cuido e, por vezes, tento me punir por isso.
Eu não entendo. Não sei se é no conflito ou na calmaria que eu devo procurar meu caminho. Um é cansativo e o outro é sufocante e instável. É tão fácil se perder, esquecer a origem e o destino. Mais simples ainda é esquecer quais são as perguntas certas, quais os detalhes relevantes do dia.
Aquela leveza que permite a criação de versos me escapa. As palavras já não querem brincar em meus lábios e eu apenas respiro.
Lendo o que forçadamente arranco de mim e ponho por escrito, sinto certa repulsa. Para que tanto amargor, com apenas 21 anos? Quais foram os golpes da vida para que eu ignore o sol que brilha lá fora e inunda meu quarto de uma luz capaz de descobrir todos os ácaros suspensos no ar?

Essa coisa de “sol brilhando lá fora” me lembra “Dear Prudence” hahaha
Bom dia para vocês que não sofrem de angustia existencial crônica. =)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Não sou poeta

Não sei escrever bonito, nem falar de um cenário envolvente e sentimentos que arrebatem o leitor.

Mas eu adoro ler. Adoro cada letrinha num pedacinho de papel que me dê uma alternativa de realidade. Sem pagar passagem, saio do meu quarto lilás/rosa para um universo distante e que meus pés não sabem como chegar, apenas minha mente sabe o caminho.

E assim, durante minhas férias, gastos horas olhando para a estante, decidindo qual livro ler, há tantos...

Qual o livro favorito de vocês? =)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

...o que?

As pessoas gostam muito de definições.

Quem é você? O que é isso? É bom? Tem que gosto? Mas funciona? Quem te disse?

As coisas não são definidas por si, mas pelo que trazem consigo, ou de onde vieram, ou quem as traz consigo.

Será então que nada é por si só algo? E as pessoas? Somos nós mesmos num ambiente controlado, onde as variáveis nos adjetivam?

O que eu represento?

Basta ser agradável aos olhos e aos ouvidos? Basta não ferir o ego alheio? Basta vestir algo que faça as pessoas lembrarem-se de você ou olharem duas vezes?

Importa mais as idéias associadas a mim ou as idéias que eu busco e valorizo? É a mesma coisa?


Alguém aí sabe?

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Ideias recorrentes

Às vezes você pode sentir necessidade de se identificar com alguém, de poder dizer “eu também!!!” durante uma conversa.
Pode ser que seja por solidão, por você ser uma pessoa estranha, por não ter sido criada e ensinada a desfrutar dos padrões globais de divertimento e conduta diária.
Às vezes você pode sentir um certo desespero quando encontra alguém conhecido na rua, ou na internet , simplesmente porque vão dizer oi e perguntar um inocente “tudo bem?” (e voce não sabe mentir).
Pode ser que seja o turbilhão interior, esperando a deixa para sair pela sua boca e pelos seus olhos.
Na maioria das vezes você irá receber bem uma interrupção no seu trabalho e no seu estudo, para ter algum alívio mental depois de tantos pensamentos sérios.
Pode ser um daqueles dias em que você finalmente não acordou pensando em tudo de errado que há com você, em que não está tentando desvendar o porquê da vida nem o número da loteria.
Raras vezes, porém, você pode sentir vontade de ler e escrever, para tentar enfeitar idéias horríveis ou tediosas que te acompanham todo dia. Tentar jogar longe, no papel e fora de você, algo que te corrói e pesa, faz você arrastar os pés.
Pode ser finalmente a compreensão desse ciclo, inevitável e previsível, de questionamentos que no dia seguinte não parecem importar tanto.

sábado, 10 de julho de 2010

Sabotagem

Acho que todo mundo já se sabotou alguma vez.



Toda vez que uma esperança surge em mim, eu torço, cruzo os dedos... torço para não estar me sabotando de novo.

Parece que eu sou uma pessoa diferente, e que outra está no volante.
Como que se resolve isso?

sábado, 19 de junho de 2010

Medicina

Estava vendo comunidades do orkut e videos no youtube feitos por estudantes de medicina e pensei: vou desabafar também!

As pessoas tem uma vaga ideia do que é fazer Medicina. Estudar em horário integral, chegar em casa e ter que estudar MAIS - para provas, para trabalhos, por curiosidade, para projetos... - é algo muitas vezes tão ou mais cansativo que estudar e trabalhar.
A diferença óbvia é que a gente não ganha salário, e tem um horário imprevisível.

Há pessoas que acham que os estudantes de medicina ficam 'metidos' quando passam no vestibular. Somos metidos antes disso. Depois que passamos, somos todos iguais ali, na sala de aula. E o resto do mundo se torna algo distante e difícil de compreender.

Por outro lado, começamos a ter um ataque ao ego, quando as notas vêm baixas, ou quando há mais de um nerd competindo conosco pelo 1° lugar em nerdeza. Não dormir e não comer direito também afeta sua aparência e autoestima.

Eu queria fazer Medicina desde pequena. Um dia eu estava comendo pãozinho com toddynho, vendo discovery channel, e falei pra minha mãe "mãe, eu vou ser médica". Ela riu, achou bonitinho e acabou ali. Mas esse desejo apenas cresceu. Eu não tenho uma lista linda e enorme cheia de motivos nobres para fazer medicina, mas sei que fui feita pra isso.

Não tenho muita certeza sobre o que vou me especializar, mas sei que vai dar tudo certo. Depois de fazer 1 ano de faculdade de Direito, 6 meses de cursinho e esperar mais 6 meses... agora faltam 5 anos para eu me formar, um ano já foi e passou bem rápido. Depois vem a residencia... E estudarei a vida toda. Vida de MÉDICO de verdade é assim, e se voce conhece um médico que não estuda, afaste-se dele, sem movimentos bruscos.

Você passa a abrir mão de estudar para ver amigos/família/resolver compromissos. Estudar é parte do seu dia assim como tomar banho: quando você não estuda, passa o dia incomodado, desconfortável. Você fica obcecado por novas formas de aprender: "será que se eu resumir e depois reler vai render mais do que só ler? E se eu ler o resumo e só rever o livro na véspera?"
Você passa a achar barato um livro de 200 reais.
Você compra um kit de dissecação de mais de 100 reais apenas para poder aprender a rebater músculos e aponeuroses de cadáveres. Aliás, você passa a ter cadáveres como o ponto alto do seu dia: "Oba! Novos cadáveres chegaram!"
Não me levem a mal, respeitamos muito o corpo humano, todo o estudo é feito com muito cuidado. Mas que nos empolgamos, é verdade.

Você passa a enumerar mentalmente os sintomas que você tem ao ficar doente, e procurá-los em todos seus amigos que espirram, tossem ou sentem alguma dor.

Medicina não pode ser um emprego, uma carreira de sucesso. Medicina vira parte de você, inseparável e que precisa ser alimentada.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Algo diferente

Falta uma percepção apurada... falta pegar todos os detalhes ridiculos da vida e junta-los sob um novo prisma..
Um prisma que nao esteja mofado, que nao esteja pegajoso de tanto ser manuseado.

Argh, que ojeriza! Que revolta ao ver as mesmas verdades vomitadas e arremessadas à revelia, diariamente.
Há aqueles que se julgam sábios e repetem frases prontas, há os que buscam cada lacuna para virar a ordem de cabeça pra baixo..

Mas tudo isso é tao repetitivo.

PRECISO de algo novo. Something fresh, something new... Nao me cansem mais com sua sabedoria que venceu o prazo de validade. Nao quero nada podre e biodegradavel.

Quero ver algo ordinário e ter a cumplicidade com o universo de ter percebido algo diferente. Um Wally no meio da multidao de detalhes, para ser meu segredo, meu estandarte de mudanças.

Cansei das mentes desse mundo. Me levem para o proximo, já!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Eu cansei de não saber responder nada com certeza, de usar nas minhas afirmações palavras que traem a fragilidade das minhas ideias e convicções.
Eu preciso de idéias. Preciso de fatos. Preciso me conhecer. Saber quem eu sou, do que sou capaz... parece que só saberei meu limite tentando ultrapassá-lo. Mas e quando a perspectiva do risco paralisa, quando sentimos que precisávamos daquilo que buscamos antes mesmo de termos condições de encontrar sequer vestígios dele.
Na verdade, em alguns momentos esse instinto de autopreservação some, e a vontade é de me largar no abismo. Esquecer a noção de certo e errado.
Fico pensando se conseguirei atingir um equilíbrio entre o que sinto necessidade e o que sei que necessito. É o racional e o emocional de novo, brigando. Gostaria que estivessem em sincronia.

é... quando você esta à frente (e se sente segura para agir) é facil virar o volante...
...tudo o que vier você pode dizer p si mesma: "eu queria, eu precisava".. "Bater num poste? Eu fiz de propósito, pra ver quanto sangue jorrava"

Fazer o que for necessário, mas sabendo o que faço...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Medicina

Faculdade de medicina é uma coisa meio mágica, meio surreal.

A gente chega a pensar que vai ficar com os miolos derretidos, de tanto ler e reler livros e decorar nomes e estruturas.
Alguém poderia me criticar dizendo que decorar nao é aprender. A esses pedagogos de meia tigela, um abraço. Tem que decorar MESMO. Pelo menos por uns meses, ate voce aprender outra coisa que faça a decoreba ganhar algum sentido.

Estou aprendendo um pouco sobre o corpo humano, mas bastante sobre pessoas.
Nem tudo é muito bonito e glamouroso, mas eu tenho que tirar o chapéu pro cara que inventou essa máquina.

Espero, daqui a 5 anos, ser uma pessoa mais paciente, mais amável, mais tolerante. Porque sem isso, o estudo foi todo em vão... =)

domingo, 23 de maio de 2010

Necessidade de mudar

Às vezes nao aguento mais quem eu sou. Acabo fugindo dos meus ideais e querendo me misturar no meio social, aí faço merda.

Primeiro: vou voltar a nao beber.
Segundo: vou parar de ser simpatica com todo e qualquer um.
Terceiro: Vou parar de ser ingenua.

Que fique bem claro que eu tentei ser agradavel esse final de semana e so tomei na cabeça. Não acontecerá de novo, entretanto.

Fool me once, shame on you. Fool me twice, shame on me.



Agora tenho um livro de histologia pra ler e vou poupar os possiveis leitores das minhas divagações filosoficas.
A ideia é viver um dia de cada vez ate meus florais fazerem efeito. =)

terça-feira, 18 de maio de 2010

Calma

Depois de ter um surto de ansiedade, fui numa homeopata e vou tomar vaaarias bolinhas pra ver se me equilibro fisica e psicologicamente =)

Isso entao me deu vontade de postar um texto muito legal, sobre calma:

Calma

Se você está no ponto de estourar mentalmente, silencie alguns instantes para pensar.
Se o motivo é moléstia no próprio corpo, a intranquilidade traz o pior.
Se a razão é enfermidade em pessoa querida, o seu desajuste é fator agravante.
Se você sofreu prejuízos materiais, a reclamação é bomba atrasada, lançando caso novo.
Se perdeu alguma afeição, a queixa tornará você uma pessoa menos simpática, junto de outros amigos.
Se deixou alguma oportunidade valiosa para trás, a inquietação é desperdício de tempo.
Se contrariedades aparecem, o ato de esbravejar afastará de você o concurso espontâneo.
Se você praticou um erro, o desespero é porta aberta a faltas maiores.
Se você não atingiu o que desejava, a impaciência fará mais larga distância entre você e o objetivo a alcançar.
Seja qual for a dificuldade, conserve a calma, trabalhando, porque, em todo problema, a serenidade é o teto da alma, pedindo o serviço por solução.

(Chico Xavier / André Luiz)

domingo, 25 de abril de 2010

Novos olhares

Depois de perder a coluna e o tonus muscular carregando centenas de quilos de comida de um lado para o outro, pensei muito.

Participar da gincana de arrecadação de alimentos me fez conversar com pessoas que querem as mesmas coisas que eu: redenção, alegria e justiça na vida.

Foi como respirar depois de ficar debaixo d'agua por mais de um minuto... eu queria muito respirar de novo. Vi que é possível sim estar rodeado de boas pessoas, de bons pensamentos, de boas ações.

Isso me deu forças para ir novamente para minhas aulas. Eu sei que posso sair dessa faculdade sem ser corrompida por más intenções. Depende só de mim e do que eu atraio para perto de mim.

Muito obrigada, todos voces, por me ajudarem a ver a vida sempre de formas novas. =)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Suaves críticas

Percebi que me distrai observando o modo como o mundo está fora de controle. Aí eu mesma perdi as estribeiras...

Não adianta a gente querer que o mundo "faça sentido", se não gastarmos o devido tempo organizando nossa mente, policiando nossas reações e buscando se disciplinar.

Eu estou mais gorda, mais pálida, mais agressiva... e tudo isso porque "esse mundo me machuca e me irrita". Virei uma criança mimada, pirracenta, que se recusa a ver "the big picture".

Então vamos parar, respirar e reavaliar, ok?
Mais tarde eu volto!

sábado, 6 de março de 2010

Abstração

A gente vê tão pouco.
Existem tantas coisas em cada cenário, tantos detalhes, tantas histórias, tantas impressões digitais disponíveis...
Existem sentimentos nos cenários. Palavras que foram ditas e colaram na tapeçaria, no papel de parede, nos móveis gastos.

E ninguém vê nada... nada sob novas perspectivas, nada sob uma nova crítica. E assim, não nos renovamos... ficamos alienados dentro do que aprendemos um dia.

Há quem chame isso de "personalidade"... talvez seja limitação.

Eu quero me libertar da minha visao das coisas, quero ser capaz de escrever um conto sob a visao de um mosquito observando peixinhos no aquário, se um dia for necessário.


Abstrair do meu pequeno universo e me colocar no lugar das pessoas ao meu redor, perceber nuances, é isso que eu quero.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Felicidade

Que Deus me ajude... não sei mais quem eu sou. Valores aos quais sempre me apeguei parecem incertos e sombrios. Será que estou no caminho certo ou será que estou perdida?
Cada música que eu evito ouvir me lembra de minhas fraquezas.
Eu quero fazer tudo certo, mas já não é tão simples definir o que é certo... certo e errado não são mais sinônimos de bom e ruim.
Estar há quase um mês sem dormir mais que poucas horas por noite me deixa menos preparada, menos tolerante com o mundo... Dormir é ruim porque ao acordar eu relembro toda a minha realidade, e não gosto dela.
Todos são estranhos a mim. Não há um rosto que eu conheça todas as linhas, nenhum par de olhos cujo brilho faça sentido para mim. Não, são eternos desconhecidos, os homens e seus rostos.
Olhando-me no espelho, porém, vejo demais. Vejo o que eu não quero que ninguém mais veja. Vejo aquilo que a cada noite, ao fechar os olhos, tento esquecer. Vejo o turbilhão no fundo dos olhos, o ritmo da respiração que camufla as freqüentes arritmias cardíacas, motivadas pela dor e pela confusão.
Mas nem todo o mundo é hostil. Às vezes, por golpe de sorte, posso me deparar com um brilho de olhos gentil. Talvez ouvir uma voz que não agrida meu tédio, que não desafie minha frágil serenidade.
Talvez uma alma gentil me mostre uma música que ainda não me lembre de uma felicidade perdida que, na época, eu não sabia possuir.
O medo maior é que, no futuro, eu olhe para trás e pense que também hoje eu sou feliz... Que essa vontade de ir embora, andando, com a roupa do corpo e nada mais, seja um atestado de toda minha alegria e vontade de viver. E que eu tenha perdido também isso.
Estranho. Estou feliz.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Sunrise (05-01-10)

I can't keep my eyes shut, but the sun won't rise.
Hands cold, no warm inside.
This wind could open up all my wounds, the sun won't rise.
How can I sweat, feeling no warm inside?

Something I don't get, my throat is tight.
No need for that, the sun will rise.
I look around, all quiet and fine;
The wind blows hard, eyes open wide

Can't find no rest, the sun must rise.

Colors in the sky, will the sun rise?
All quietly, gently changing
The warm inside...
I can't close my mind and my throat is tight.

Hold my breath, the cold wind ah...
it burns my eyes, but it is alright...

I can't keep my eyes shut, need the sun to rise.
All cold and still, I can't stand this sight.
Time passes by, I will keep the scars,
pale, waiting for the sun to rise.



Não consigo mais escrever... =(

sábado, 16 de janeiro de 2010

Acabei de ler Zaratustra

e não quero super-homem.

Quero algo além.
Quero a superação dos meus vícios.

Quero que meu superego tire umas férias e volte apenas a tempo de me livrar das garras de um hospício.

Antecipação

Cansei disso.

A gente tenta se precaver e no fim, nada disso da certo. Shakespeare parece ter observado isso em outras personalidades por aí, visto que escreveu uma vez que não é possivel olhar muito à frente no futuro: é uma cadeia de eventos que só podemos perceber um elo por vez.

Aí eu achando que teria alguns meses de nada... e agora percebo que comprimi a evolução de ideias e pensamentos em um mês.
Claro.. gente intensa é uma merda.


Não sei fazer diferente.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Reticências

Às vezes, quando você não tem muita certeza do que falar, reticências surgem =D

É assim que você escangalha o diálogo: jogando reticências.

As reticências PEDEM para que o interlocutor interprete o que vem a seguir, ou que conclua o que foi dito anteriormente. Aí está o perigo.

Desentendimentos! Detesto-os porque além do primeiro momento em que o locutor poderia ter dito logo o que pensava, quando dá errado se vê obrigado a reviver o pensamento entalado e escolher entre se explicar ou não.


Sei lá. Eu não consigo falar as coisas e as pessoas não me entendem.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Historinha

Havia um plano infalível, com cronogramas, horários e etapas.
Vivia em função do Plano, ignorando risadas, mãos amigas ou carinhos. O Plano só servia para uma pessoa.
Enquanto executava o Plano, veio um tom de verde desconhecido, único, o que exigia um exame mais detalhado. Logo no primeiro dia, o verde apresentou um timbre diferente, um som bonito e que não conhecia.
O Plano ainda seguia, mas precisava ver e ouvir aquele verde, de pertinho. Não era o "correto", mas precisava ser feito. A primeira coisa que o tom de verde mostrou, aproximando-se, foi sua profundidade, o turbilhão de águas novas, trazendo ideias, sorrisos e fazendo prender a respiração.
O Plano então começou a ser analisado, faltava algo importante nele: alegria. Como ser alegre se não passar uma madrugada ou outra sem dormir, brincando com o timbre suave que descobrira, passando a ponta dos dedos por superfícies desenhadas e coloridas?
Mas o verde não podia ficar, tinha um outro rosto para visitar. Um dia, estando os dois juntos, o rosto dançando belamente e o verde brilhando mais longe, o Plano ressoou novamente como o caminho mais seguro e sensato. Mas já não era alegre.
O verde piscou ainda algumas vezes, mas, talvez por um delírio, resolveu fazer companhia, abraçando de uma forma nova. Assim, mostrou que, abraçado, aquele turbilhão que dançava no verde poderia tanto acalmar quanto intensificar-se.
O Plano foi desconstruído, porque já não comportava a realidade. A realidade deve ter sorrisos, turbilhões e, se tiver sorte, verde.