terça-feira, 26 de outubro de 2010

There is a light that never goes out

Quando eu era muito pequena, eu gostava de ouvir os discos de vinil do meu pai.
Rolling Stones, Beatles e The Smiths são colo de mae e pai pra mim.

A música "There is a Light that Never Goes Out" (smiths) e "Long as I can see the light" (creedence clearwater) me fazem pensar que tudo tem jeito. Que a gente pode sair e se aventurar pelo mundo, mesmo que as coisas dêem errado.

Há sempre uma luz, a porta de casa aberta, o telefone ali. E eu sempre volto pra casa, sempre acho a luz acesa e a porta aberta.

E quando eu entro, minhas musicas preferidas estão tocando.
É por isso que eu amo a minha vida.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Incertezas

A maior raridade nessa vida é se ter certeza das coisas.

São muitas as variáveis e são poucos os nossos poderes de ação. Claro, podemos mexer uns pauzinhos aqui e ali, mas não dá pra prever muito bem o que vai vir de resultado.

Assim, eu abraço todos os acidentes, incidentes e caos da minha vida.

Aceito que agora não serei mais a mesma. Aceito que sofrerei, implorarei e pedirei forças que só poderão vir de uma força divina para me ajudar.

Agora, amigos, eu talvez escreva menos aqui e mais num blog que ainda vou criar. Talvez um vlog. Tentarei usar minhas palavras para algo mais útil.

Então, pensem comigo: quando se está entre a cruz e a espada, para que lado correr? Que oponente escolher?

domingo, 3 de outubro de 2010

As batalhas

Algumas coisas na vida você precisa enfrentar sozinho. Morrer é uma delas, mas é a derradeira ação da sua persona neste mundo.
Antes disso há outras (tão assustadoras quanto):

- Dizer o que pensa e sente. Sim, sempre deverá passar por isso sozinho, se quiser dizer com fidelidade o que se passa na sua mente;

- Assumir responsabilidade por coisas que, por mais que você não tenha causado sozinho, ou que não haja havido dolo, acabam caindo sobre você e ninguém mais pode resolver;

- Descobrir e aceitar quem você é e suas limitações. Ninguém muda de um dia para o outro, e ninguém pode te dizer quem você é, o que te conceitua e define.

E eu, que não sou corajosa, sinto pavor da vida. Pavor de dizer o que eu penso. Pavor de aceitar e me conformar com obrigações. Mais pavor ainda me causa o abismo que existe em mim: não tenho fundo mensurável, às vezes dou eco, pareço assustadora, mas pode ser que haja algo legal lá no fundo... ou mesmo no meio do caminho.

Então, enfrentar é uma necessidade. Dói, mas é melhor do que ficar paralisado, trincando dentes de medo e desconfiança.