Posso falar da saudade que tenho da vida que tive?
Posso começar dizendo que minhas risadas eram mais altas e alegres? Que os problemas eram monstruosos e inofensivos? Que as responsabilidades tinham apenas nome?
Lembro de sair correndo desesperada de casa porque ia chegar atrasada e o portão da escola ia fechar. Eu dormia ate 6:45am e falava que estava cansada... chegava em casa em tempo pro almoço e podia ficar de pijama o resto da tarde. Minha mãe achava que eu estava perdida na vida porque fiquei de recuperação em matemática...
Meus amigos eram todos os que eu encontrava nos bares à noite. Eu achava divertido ficar bêbada e achava que meus pais não sabiam... Ainda acho que meus pais não sabem, mas como meu pai lê meu blog, ta aí minha confissão, pai. Eu ficava MUITO bêbada com 16 anos. (dizem que beber faz mal pro cérebro... agora já era...)
Eu saía todo final de semana. Eu não estudava e era frequentemente umas dos 4 melhores alunos da série. Eu me achava um gênio. Eu achava que ia ganhar tudo que eu quisesse.
Eu achava que o pior que poderia acontecer era ficar de castigo e não poder ver meus amigos depois da aula. Eu tinha medo de falar palavrão na frente da minha mãe.
Hoje eu tenho medo da vida. Hoje eu meço conseqüências e possibilidades. Não sou mais um super-homem. Embora eu seja mais independente hoje, minha vida é menos minha.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
"Eu sou assim e pronto"
É interessante pensar muito sobre quem você quer ser. Afinal, você abrirá mão de oportunidades e caminhos para seguir o que você acha que deve ser feito.
Hoje vi um filme que me fez pensar sobre o orgulho e a “autenticidade” de personalidade... o famoso “eu sou assim e pronto”. Essa expressão me dá calafrios. Para que se resumir em algumas características e se encerrar nelas? Por que não moldar sua mente? Tentar vencer seus pensamentos e hábitos é difícil, mas não é impossível. Acho louvável quem consegue identificar suas falhas e lutar contra elas. O problema é que o que se considera “falha” varia de pessoa para pessoa.
Eu, pessoalmente, tenho medo de perder alguns dos meus defeitos. Sem eles, serei alguém diferente, que não sei quem é.
Eu publico muitos pensamentos meus que não dizem respeito aos leitores, e que são frequentemente mal interpretados, o que me faz pensar que eu não deveria falar sobre essas coisas. Mas aí seria um espaço a menos no mundo para o exercício da introspecção. Não quero que me julguem, concordem ou discordem. Quero que se questionem a respeito do que VOCÊS estariam pensando e escrevendo se fossem postos a falar sobre a mesma coisa que eu aqui.
A jornada do autoconhecimento não é necessariamente bonita, mas pode levar a algo mais belo do que a ilusão que se tem de si próprio.
Hoje vi um filme que me fez pensar sobre o orgulho e a “autenticidade” de personalidade... o famoso “eu sou assim e pronto”. Essa expressão me dá calafrios. Para que se resumir em algumas características e se encerrar nelas? Por que não moldar sua mente? Tentar vencer seus pensamentos e hábitos é difícil, mas não é impossível. Acho louvável quem consegue identificar suas falhas e lutar contra elas. O problema é que o que se considera “falha” varia de pessoa para pessoa.
Eu, pessoalmente, tenho medo de perder alguns dos meus defeitos. Sem eles, serei alguém diferente, que não sei quem é.
Eu publico muitos pensamentos meus que não dizem respeito aos leitores, e que são frequentemente mal interpretados, o que me faz pensar que eu não deveria falar sobre essas coisas. Mas aí seria um espaço a menos no mundo para o exercício da introspecção. Não quero que me julguem, concordem ou discordem. Quero que se questionem a respeito do que VOCÊS estariam pensando e escrevendo se fossem postos a falar sobre a mesma coisa que eu aqui.
A jornada do autoconhecimento não é necessariamente bonita, mas pode levar a algo mais belo do que a ilusão que se tem de si próprio.
terça-feira, 3 de agosto de 2010

Às vezes eu busco salvaçao para a minha alma. Aí eu tento fazer tudo como a cartilha manda.
Rezar, ser comedida, educada, bem humorada.
Mas sempre acontece alguma coisa para me tirar desse estado de graça raciocinado. Aí eu me perco num mar de divagações, desatinos e indulgencias aos meus desejos mundanos de diversão, lazer e pensamentos vazios.
Incrivelmente é aí que eu penso mais sobre a vida. Cobro mais dos outros e de mim mesma, mas não me cuido e, por vezes, tento me punir por isso.
Eu não entendo. Não sei se é no conflito ou na calmaria que eu devo procurar meu caminho. Um é cansativo e o outro é sufocante e instável. É tão fácil se perder, esquecer a origem e o destino. Mais simples ainda é esquecer quais são as perguntas certas, quais os detalhes relevantes do dia.
Aquela leveza que permite a criação de versos me escapa. As palavras já não querem brincar em meus lábios e eu apenas respiro.
Lendo o que forçadamente arranco de mim e ponho por escrito, sinto certa repulsa. Para que tanto amargor, com apenas 21 anos? Quais foram os golpes da vida para que eu ignore o sol que brilha lá fora e inunda meu quarto de uma luz capaz de descobrir todos os ácaros suspensos no ar?
Essa coisa de “sol brilhando lá fora” me lembra “Dear Prudence” hahaha
Bom dia para vocês que não sofrem de angustia existencial crônica. =)
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