terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Angústia

"Quero cravar minhas unhas em você, até sangrar. Quero uma ligação maior, um pacto de sangue, lágrimas e saliva. Quero, mais do que tudo, sentir seu cheiro e sua pele comigo, como se fossem meus próprios."

Tenho medo da evolução das emoções. Coisas inicialmente cândidas podem se tornar vorazes e te devorar.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Em busca do autoconhecimento

Ridiculamente, isso me soa como "em busca do santo graal": algo meio mítico e capaz de gerar comédias, como fizeram os Monty Python.

Dotada de um senso de humor onipresente, eu me vejo forçada a rir de mim mesma.. é a prova da imbecilidade humana eu ter que me aturar todo santo dia por todos esses anos e ainda assim gaguejar diante da pergunta "quem sou?".

Claro que se eu fosse dar uma resposta bonita, digna de uma nota 10 da aula de filosofia, precisaria gastar minhas digitais aqui por um bom tempo, definindo certos aspectos. Mas aí, novamente, eu digo: não é possivel restringir uma pessoa a palavras, mesmo que voce use quase que o dicionario todo.

Então eu me defino como um texto em rascunho... letra feia, uns borrões, orelha no final da folha, mas com ideias soltas, dançantes pela imensidao branca do papel. E, assim como temos medo de fazer a versão definitiva da resposta para uma questao cabeluda na prova final da matéria mais bizarra do curso, tenho medo de afirmar qualquer coisa com certeza, pelo menos por enquanto.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Rumo aos 21

Não que a vida vá mudar só porque fiz 21 anos... mas a perspectiva de que ja vivi esse tanto da minha vida é bizarra...
Do jeito que a minha memoria é ruim, devo lembrar de 1/10 desse tempo todo... sem contar que eu durmo muito, entao uns 11 anos da minha vida eu passei dormindo... tenso!
Mas juntando os fragmentos q eu lembro, tem sido uma boa vida.

Obrigada aos bons amigos!

sábado, 26 de dezembro de 2009

On the edge

"It was like a cold, invisible hand choking me, until the last breath was stuck inside my chest..."

É isso que eu sinto às vezes... como se nao tivesse muito o que fazer, a não ser me trancar num lugar quieto, escuro, pequeno e frio (quase uma geladeira, Cissa?) e sufocar em paz.

Se eu sou normal, não sei. Duvido muito. Mas duvido que ninguém nunca tenha se sentido assim... como se não tivesse jeito.

Escrevendo aos pouquinhos, suavizo o efeito do meu desabafo. É como quando queremos dizer grandes verdades, ou admitir algo cuja seriedade não cabe numa frase curta. Assim, jogamos mais algumas palavras sem valor ali no meio, só para diluir. Podemos até fazer uma piadinha, rir-nos do caso.

O que algumas pessoas não percebem é que rir de coisas absurdamente sérias é necessário. Ninguém agüenta muita verdade de uma vez só, sem nem um copo de água para ajudar a descer aquilo pela sua garganta. Sem o copo de água para o comprimido e sem o sarcasmo, a ironia e o aparente pouco caso para a realidade, acabaríamos feridos.

Eu quero um copo de água pra minha vida, bem grande. Porque quando eu perco o sono encarando o meu teto, tudo dói.

Andar

Tenho medo de qualquer coisa que não seja andar...

Dormir significa deixar minha mente me levar;

Conversar revela pensamentos que não sei se quero conhecer;

Andar me leva aonde quero ir...

Ouvir músicas faz o coração bater mais rápido ou devagar, talvez ele até pare;

Deitar me mostra o teto, que é tão branco, sem nada pra me distrair.

Andar me dá ritmo, me dá constância.

Correr já estraga tudo... perco o caminho, perco o fôlego;

Ficar parada me dá saudades do que estou deixando de ver, e do que nem sei se posso alcançar.

Andando posso não saber aonde vou, mas saberei voltar se for preciso.

Se eu der sorte, o vento ficará ao meu favor... talvez até traga cheiro de flores de uma casa próxima.

E se eu piso em um buraco... pelo menos foi com meus próprios passos.

Sim, andar não me assusta.

O problema é o resto que eu tenho que fazer, todos os dias... isso sim, dá um medo desgraçado.


escrevi isso aí num dia qualquer =)