Às vezes eu quero parar tudo, o tempo
as estrelas, a respiração e o pensamento.
Quero colocar tudo que é precioso e belo
Dentro de um navio, e sumir mar adentro.
A beleza do horizonte é sua imensidão.
O mar, com suas vagas, lembram seus olhos
Em que todas minhas alegrias estão.
Deixe levar tudo comigo, no meu navio.
Não posso proteger o que amo da vida,
mas posso levar o que me é caro dentro de mim.
No meu coração não há violência nem pressa,
Apenas a recordação de uma época querida.
Levar todos os amores no meu navio, protegidos
das promessas de um futuro vazio,
das obrigações de uma realidade imposta.
Apenas o amor e o carinho dos dias idos.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
Amor fisiológico
Quando eu te vejo meu nervo oculomotor reage, meus músculos ciliares contraem, meu cristalino relaxa e meu sistema límbico impera, junto com uma descarga adrenérgica generalizada. Quanto mais você se afasta, maior é a sobrecarga do meu sistema nervoso autônomo para te manter no meu foco visual.
Quando eu te vejo, meu bem, o caos e a epinefrina dominam, meu débito cardíaco alcança proporções imensuráveis, minha musculatura lisa pára, minhas vasculaturas cutânea e gastrointestinal contraem e o escape autorregulatório se faz necessário à minha digestão.
Já não há estímulo nas células de Cajal para a formação de ondas lentas e a minha região antral não sabe se fica espasmódica ou se finge não existir.
No meu corpo caloso há um pandemônio de informações. O cruzamento das fibras nervosas é intenso e, a nível celular, a adrenalina não permite o desacoplamento do ATP.
As borboletas que revoam em meu corpo gástrico parecem ativar a digestão cefálica. Seriam a gastrina e o ácido liberado pelas minhas glândulas oxínticas os responsáveis por essa sensação gélida que ronda meu trato gastrointestinal?
A gastrina tenta ajudar, mas só piora a minha situação. O muco que outrora protegia minha mucosa estomacal é gradualmente destruído e eu sou exposta a úlceras pépticas, que doem a cada vez que eu te avisto.
E meu sistema nervoso autônomo está agindo, você percebe o quão descontrolada estou e se aproxima. O seu toque estimula meus neurônios sensitivos, seu abraço me causa descargas elétricas mil e quando finalmente nos beijamos, meu hipotálamo percebe que é hora de relaxar. Pelo sistema porta hipofisário ele ordena a liberação de endorfina à minha hipófise.
E o hormônio impera, assim como a sensação de prazer que ele proporciona. Já não tenho medo de te perder.
E em um feedback positivo, um círculo vicioso em que eu te quero, te tenho, e cada vez mais te quero, eu sustento esse amor fisiológico.
.
Esse texto foi escrito pela Rayra e por mim, hoje de manha. =)
Os estudantes de medicina podem ate achar algum errinho aí. E outros podem nao entender muita coisa. Mas ficou bem legal =D
Quando eu te vejo, meu bem, o caos e a epinefrina dominam, meu débito cardíaco alcança proporções imensuráveis, minha musculatura lisa pára, minhas vasculaturas cutânea e gastrointestinal contraem e o escape autorregulatório se faz necessário à minha digestão.
Já não há estímulo nas células de Cajal para a formação de ondas lentas e a minha região antral não sabe se fica espasmódica ou se finge não existir.
No meu corpo caloso há um pandemônio de informações. O cruzamento das fibras nervosas é intenso e, a nível celular, a adrenalina não permite o desacoplamento do ATP.
As borboletas que revoam em meu corpo gástrico parecem ativar a digestão cefálica. Seriam a gastrina e o ácido liberado pelas minhas glândulas oxínticas os responsáveis por essa sensação gélida que ronda meu trato gastrointestinal?
A gastrina tenta ajudar, mas só piora a minha situação. O muco que outrora protegia minha mucosa estomacal é gradualmente destruído e eu sou exposta a úlceras pépticas, que doem a cada vez que eu te avisto.
E meu sistema nervoso autônomo está agindo, você percebe o quão descontrolada estou e se aproxima. O seu toque estimula meus neurônios sensitivos, seu abraço me causa descargas elétricas mil e quando finalmente nos beijamos, meu hipotálamo percebe que é hora de relaxar. Pelo sistema porta hipofisário ele ordena a liberação de endorfina à minha hipófise.
E o hormônio impera, assim como a sensação de prazer que ele proporciona. Já não tenho medo de te perder.
E em um feedback positivo, um círculo vicioso em que eu te quero, te tenho, e cada vez mais te quero, eu sustento esse amor fisiológico.
.
Esse texto foi escrito pela Rayra e por mim, hoje de manha. =)
Os estudantes de medicina podem ate achar algum errinho aí. E outros podem nao entender muita coisa. Mas ficou bem legal =D
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Amizades montam nossa historia e personalidade
Tenho uma amiga muito louca. Quando ela diz que o mundo vai cair, que a vida é uma merda, que ela chora sangue no trabalho dela quando chega gente idiota para atender…. Eu rio e vejo que sou igual.
Sou dramatica como a minha amiga. Acho que o mundo vai acabar toda hora. Tropeço e quase morro. Espirro e quase morro. Tudo que eu levo um susto eu digo “Ai, quase que eu morro”.
Tenho amigos que gostam de filosofar e falar que querem que o mundo acabe logo em 2012, porque nao aguentam mais essa merda. Eu sou assim tambem. Mas sou pessimista e acho que o mundo nao vai acabar…
Tenho amigos que riem comigo de coisas que horrorizam pessoas normais. Que fazem competiçao comigo de palavroes por metro quadrado.
Sou mal educada por opçao. Sou fria por necessidade. Sou um amorzinho porque nao sei ser de outra forma com quem eu amo.
Aos amigos, um obrigada por me ajudarem a viver. Quantas vezes chorei de rir e me salvei da doença e da morte porque passei uma noite acordada no sereno falando bobagens...
Pensem, o que voces se tornaram e teve influencia de amigos? =)
Sou dramatica como a minha amiga. Acho que o mundo vai acabar toda hora. Tropeço e quase morro. Espirro e quase morro. Tudo que eu levo um susto eu digo “Ai, quase que eu morro”.
Tenho amigos que gostam de filosofar e falar que querem que o mundo acabe logo em 2012, porque nao aguentam mais essa merda. Eu sou assim tambem. Mas sou pessimista e acho que o mundo nao vai acabar…
Tenho amigos que riem comigo de coisas que horrorizam pessoas normais. Que fazem competiçao comigo de palavroes por metro quadrado.
Sou mal educada por opçao. Sou fria por necessidade. Sou um amorzinho porque nao sei ser de outra forma com quem eu amo.
Aos amigos, um obrigada por me ajudarem a viver. Quantas vezes chorei de rir e me salvei da doença e da morte porque passei uma noite acordada no sereno falando bobagens...
Pensem, o que voces se tornaram e teve influencia de amigos? =)
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