sábado, 26 de dezembro de 2009

On the edge

"It was like a cold, invisible hand choking me, until the last breath was stuck inside my chest..."

É isso que eu sinto às vezes... como se nao tivesse muito o que fazer, a não ser me trancar num lugar quieto, escuro, pequeno e frio (quase uma geladeira, Cissa?) e sufocar em paz.

Se eu sou normal, não sei. Duvido muito. Mas duvido que ninguém nunca tenha se sentido assim... como se não tivesse jeito.

Escrevendo aos pouquinhos, suavizo o efeito do meu desabafo. É como quando queremos dizer grandes verdades, ou admitir algo cuja seriedade não cabe numa frase curta. Assim, jogamos mais algumas palavras sem valor ali no meio, só para diluir. Podemos até fazer uma piadinha, rir-nos do caso.

O que algumas pessoas não percebem é que rir de coisas absurdamente sérias é necessário. Ninguém agüenta muita verdade de uma vez só, sem nem um copo de água para ajudar a descer aquilo pela sua garganta. Sem o copo de água para o comprimido e sem o sarcasmo, a ironia e o aparente pouco caso para a realidade, acabaríamos feridos.

Eu quero um copo de água pra minha vida, bem grande. Porque quando eu perco o sono encarando o meu teto, tudo dói.

Um comentário:

  1. Bem-vinda ao blogger, Cisseeenha! Agora eu posso comentar :D
    Olha, concordo plenamente.. têm dias que a única coisa que parece restar é você, sozinha, num canto escuro esperando o definhamento.
    Mas acho tbm que se a gente se sucumbir a esse sentimento sempre que ele aparecer, a nossa vida vai passar, vai acabar e vc vai continuar largada no canto escuro.. O negocio é levantar a cabeça e sair de lá o quanto antes (mesmo que pra isso a gente precise de umas boas doses de ironia, sarcasmo e um copão de água.. gelada, pq o calor tá DE-MAIS!)

    Bjms, amiga.. tá favoritada!

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